terça-feira, 2 de setembro de 2014

Esta ateia que vos fala se desculpa pela ausência, e prossegue agora com suas idéias e pensamentos

Prato do dia: O Grande Pássaro – Mitos


Uma hora dessas, me imaginei pertencente a uma tribo isolada da civilização. Na minha tribo não há acesso à informação. Para comer, caçamos e plantamos. Vivemos de acordo com nossa cultura local, vivemos num mundo a parte. Se eu olhasse para o céu agora e lá no alto visse um avião, eu não saberia que se tratava de um avião. Minha imaginação criaria asas, e certamente eu diria a todos os meus companheiros de tribo, que avistei um pássaro gigante no céu. Diferente de qualquer um já visto no mundo.  Alguns se amedrontariam. Outros, por sua vez, sonhariam acordados com o dia que poderiam voar entre as penas do Grande Pássaro. O Grande Pássaro poderia fazer parte de nosso imaginário para sempre. Desenhos, histórias e representações artísticas sobre ele mudariam a história de nossa tribo para sempre.

Essa história parece familiar a alguém? A falta de informação dá liberdade para pensarmos qualquer coisa sobre as coisas. A falta de informação é a base para mitos e lendas. Minha avó costuma falar convicta sobre as aparições do Boitatá na região rural que nasceu e viveu boa parte de sua vida. Para ela, não há dúvidas: a cobra ardente em chamas que ela mesma viu, com seus próprios olhos, é real. Embora a ciência já tenha comprovado que o Boitatá tem outro nome e outras características, percebemos que existem pessoas que preferem continuar acreditando na lenda.
Sinto-me envergonhada ao perceber a quantidade de pessoas que insistem em crer no improvável e em chamar de fé sua própria falta de vontade em aprender e ir mais além.
O tema de hoje foi sugerido por João Eduardo Kumabe. Aceito sugestões de temas! Fiquem a vontade para enviar, meu e-mail é nadiaburko@gmail.com

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