Esta ateia que vos fala se desculpa pela ausência, e
prossegue agora com suas idéias e pensamentos
Prato do dia: O Grande Pássaro – Mitos
Uma hora dessas, me imaginei pertencente a uma tribo isolada
da civilização. Na minha tribo não há acesso à informação. Para comer, caçamos
e plantamos. Vivemos de acordo com nossa cultura local, vivemos num mundo a
parte. Se eu olhasse para o céu agora e lá no alto visse um avião, eu não
saberia que se tratava de um avião. Minha imaginação criaria asas, e certamente
eu diria a todos os meus companheiros de tribo, que avistei um pássaro gigante
no céu. Diferente de qualquer um já visto no mundo. Alguns se amedrontariam. Outros, por sua vez,
sonhariam acordados com o dia que poderiam voar entre as penas do Grande
Pássaro. O Grande Pássaro poderia fazer parte de nosso imaginário para sempre.
Desenhos, histórias e representações artísticas sobre ele mudariam a história
de nossa tribo para sempre.
Essa história parece familiar a alguém? A falta de
informação dá liberdade para pensarmos qualquer coisa sobre as coisas. A falta
de informação é a base para mitos e lendas. Minha avó costuma falar convicta
sobre as aparições do Boitatá na região rural que nasceu e viveu boa parte de
sua vida. Para ela, não há dúvidas: a cobra ardente em chamas que ela mesma
viu, com seus próprios olhos, é real. Embora a ciência já tenha comprovado que
o Boitatá tem outro nome e outras características, percebemos que existem
pessoas que preferem continuar acreditando na lenda.
Sinto-me envergonhada ao perceber a quantidade de pessoas
que insistem em crer no improvável e em chamar de fé sua própria falta de
vontade em aprender e ir mais além.
O tema de hoje foi sugerido por João Eduardo Kumabe. Aceito
sugestões de temas! Fiquem a vontade para enviar, meu e-mail é nadiaburko@gmail.com
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receberá uma dose diária de ateísmo e humanismo em sua timeline ;)



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